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teaser ARQUITETURA DO MOFO

 


 

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Arquitetura do mofo, de Alexandre França (dez – 2015)

Alexandre França, CAPA ARQUITETURA DO MOFO

O selo editorial ENCRENCA – Literatura de Invenção está com mais um lançamento programado para o próximo dia 18 de dezembro, sexta-feira, a partir das 18 hs, na livraria Arte & Letra.

ARQUITETURA DO MOFO é o primeiro livro que o poeta, músico e dramaturgo curitibano, Alexandre França, lança pelo selo. Com quinze anos de estrada, cinco trabalhos impressos, três CDs e sete peças encenadas, o autor, que hoje reside em São Paulo, onde faz mestrado na Escola de Comunicações e Arte da USP, volta à cena literária depois de cinco anos. Seu último trabalho foi o livro de poemas De Doze em Doze Horas (2010) lançado pela sua própria editora, a Dezoito Zero Um.

O romance está dividido em duas partes: A construção e A demolição. Nelas, França vai desenhando, página após página, capítulos que são as vozes de personagens sem nomes, onde, aos poucos, encontramos pistas sensoriais que se conectam dramaturgicamente. Peças de um todo que se aglomera feito mercúrio. Não há uma única imagem a ser construída, mas diferentes esboços de realidades distintas que se tocam em momentos esparsos da obra e constroem o dia a dia dessas vozes.

O Velho Pai, Ele, A Mãe, O Casal, O Filho, como assim denominou o autor, tentam, cada um a sua maneira, dentro de seus respectivos cotidianos, sobreviver. São turistas do horror agindo conforme mandam seus desejos irracionalizáveis por uma cidade que é reflexo do caos individual em suas repetitivas rotinas à espera da morte.

Arquitetura do Mofo é um livro sobre o desespero de estar vivo.


Alexandre França nasceu em Curitiba em 1982. Compositor de música, poesia, prosa e teatro, é também diretor da companhia Dezoito Zero Um e do Coletivo de Heterônimos.


SERVIÇO

Livraria Arte & Letra
Alameda Pres. Taunay, 130 – Batel, Curitiba – PR, 80420-180
Dia 18/12, sexta-feira, das 18:00 às 21:00 hs
(41) 3223-5302

ARQUITETURA DO MOFO / 214 pgs / $ 45,00


INFORMAÇÕES e ASSESSORIA

ENCRENCA – Literatura de Invenção
(41) 3223-5302 / 9911-8664
encrencaliteratura@gmail.com

ReleaseMofo reduzido

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LANÇAMENTO ENCRENCA

Arquitetura do mofo, de Alexandre França (18/dez – 2015)

O selo editorial ENCRENCA – Literatura de Invenção está com mais um lançamento programado para o próximo dia 18 de dezembro, sexta-feira, a partir das 18 hs, na livraria Arte & Letra.

Alexandre França, CAPA ARQUITETURA DO MOFO

ARQUITETURA DO MOFO é o primeiro livro que o poeta, músico e dramaturgo curitibano, Alexandre França, lança pelo selo. Com quinze anos de estrada, cinco trabalhos impressos, três CDs e sete peças encenadas, o autor, que hoje reside em São Paulo, onde faz mestrado na Escola de Comunicações e Arte da USP, volta à cena literária depois de cinco anos. Seu último trabalho foi o livro de poemas De Doze em Doze Horas (2010) lançado pela sua própria editora, a Dezoito Zero Um.

alexandre françaO romance está dividido em duas partes: A construção e A demolição. Nelas, França vai desenhando, página após página, capítulos que são as vozes de personagens sem nomes, onde, aos poucos, encontramos pistas sensoriais que se conectam dramaturgicamente. Peças de um todo que se aglomera feito mercúrio. Não há uma única imagem a ser construída, mas diferentes esboços de realidades distintas que se tocam em momentos esparsos da obra e constroem o dia a dia dessas vozes.

O Velho Pai, Ele, A Mãe, O Casal, O Filho, como assim denominou o autor, tentam, cada um a sua maneira, dentro de seus respectivos cotidianos, sobreviver. São turistas do horror agindo conforme mandam seus desejos irracionalizáveis por uma cidade que é reflexo do caos individual em suas repetitivas rotinas à espera da morte.

Arquitetura do Mofo é um livro sobre o desespero de estar vivo.

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Ensaio sobre O ESCULPIDOR DE NUVENS

A poética da falha na fala de Otavio Linhares.
por Alexandre França

foto Henrique Thoms / projeto gráfico Frede Marés Tizzot

foto Henrique Thoms / projeto gráfico Frede Marés Tizzot

É sobre o desafio de se escrever uma poética do sempre, do rotineiro “aqui que sempre esteve aqui”, de que trata o livro O esculpidor de Nuvens do escritor e (cabe frisar) ator Otavio Linhares. Por que o livro em questão, neste sentido, é profano em microescala-provinciana dentro da tradição filiativa das poéticas canônicas – Aristóteles a escreveu, Horácio a escreveu, mas eles não tematizaram (talvez por que não coubesse tematizar) a falha de se escrever poéticas como mola para se revelar em negativo a singularidade de um sujeito em fazimento – no fazimento de nuvens, de parcelas que escapam à síntese esclarecedora e, ao mesmo tempo, redutora que constitui uma poética.

Por que Linhares está exatamente no lugar da fala – da quase-singularidade da fala – em sua tentativa de normatização. Sua fala (e não sua escrita) percorre o zig zag do estar aí e não estar – como se pudéssemos sentir em seu cotidiano poético-falhado o silêncio de uma nuvem que quase ganha forma para os nossos olhos. Sua potência arma golpes justamente no lugar da significação comezinha, para novamente se levantar na terra morta do entendimento. Não é à toa a nudez gráfica de sua (aqui sim) escrita sem pontos e vírgulas – Linhares prioriza a fala em sua poética – a fala com sua fluidez nua e belicosa.

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Otavio Linhares também é autor de Pancrácio, lançado em 2013 pelo selo Encrenca – Literatura de Invenção.

E é nesta poética da micro-província, portanto, que escutamos o sujeito lutando contra a maré idiotizante de seus desejos machistas, ou contra o amor banalizado das identidades descartáveis, ou nas relações com o cosmos, com o funcionamento do mundo, em contraste gritante ao funcionamento da cidade. Não é por vanguardismos que Linhares se põe a colocar lado a lado uma espécie de tópico da sua poética (onde ele diz amar euhomem eumulher) recortando o conto erótico onde a garota bebe sêmen como piada, como banalidade trágica deste microcosmo provinciano. É por que a falha se impõe como recurso – a poética se traveste em um modo de usar para mostrar seu demoníaco e real modo de não usar. Os temas, então, se evidenciam num falso gigantismo da significação – o amor é a falha, o sexo é a falha, assim como a televisão é a falha, a família é a falha e os 13 anos é o equívoco. Etapas móveis de um poeta fadado a falhar mais (e como diria Beckett) para falhar melhor.

Ridículo, portanto, seria procurar a linha narrativa de um livro que, como vimos, é a poética das falhas de um poeta em “falhimento”. As nuvens, aqui, passam longe de uma metáfora orgânica de um livro em processo – trata-se de uma poética do equívoco, que Linhares travestiu, sabiamente, com a capa do comezinho, do provinciano, do banal em ascensão. Mas não para nos mostrar o destino fadado a fracassar idiotamente pelas veredas da ingenuidade – Linhares nos mostra como o veneno do tropeço pode, na falta de regras de seu próprio cotidiano, constituir o mel de uma poética ainda por vir. O prazer de ler o Otavio Linhares está na mesma proporção do prazer em se poetizar a própria vida.

Alexandre França é poeta, músico, dramaturgo e diretor da Dezoito Zero Um Cia de Teatro. Faz mestrado na USP em artes cênicas.

Alexandre França / foto de Olívia D’Agnoluzzo

 

Lançamento ENCRENCA em São Paulo

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Lançamento do selo Encrenca em São Paulo (SP)

 Autores do selo voltado à experimentação literária autografam na Blooks Livraria no dia 20/3

Livros que apostem na singularidade e em temáticas originais — esta é a proposta do selo de literatura Encrenca, que faz sua estreia em São Paulo (SP) no dia 20 de março, na Blooks Livraria.

No evento, serão lançados seus três primeiros títulos — “Salvar os pássaros”, sexto livro do poeta, dramaturgo e ficcionista Luiz Felipe Leprevost; “Pancrácio”, composto por uma novela e ficções breves de Otavio Linhares; e “Réquiem para Dóris”, estreia de Oneide Diedrich —, com a presença de Leprevost e Linhares, escritores e criadores do projeto.

Foto da capa Matheus Cappellato

Foto da capa Matheus Cappellato

Além da sessão de autógrafos, os autores lançam a quinta edição da revista Jandique (56 págs., R$8), que neste ano passa a ser editada por Encrenca. Criada em fevereiro de 2013, a revista trimestral publica ficção, entrevistas, resenhas e artigos. Nomes como Miguel Sanches Neto, Manoel Carlos Karam, Luís Henrique Pellanda e Paulo Leminski já passaram pela revista, que tem seu foco na produção curitibana, de autores consagrados a novos escritores. A nova edição traz ficção de Valêncio Xavier, Vanessa Rodrigues e Marcelo Sandmann, entre outros, e entrevista com Caetano Galindo, vencedor do Prêmio Jabuti de Tradução por Ulysses (Penguin-Companhia) e do Prêmio Paraná de Literatura na categoria Contos.

Próximos lançamentos

Para 2014, o selo já tem quatro lançamentos programados: Santa Clara Poltergeist, romance cyberpunk de Fausto Fawcett; A nova Holanda, novela de Sérgio Rubens Sossélla; Plano de fuga, romance de Assionara Souza; e Hedra, romance de Alexandre França.

Santa Clara Poltergeist: reedicação do romance cyberpunk de Fausto Fawcett (Rio de Janeiro, 1957), editado em 1990 pela Editora Eco e desde 1995 fora de catálogo. A nova edição terá prefácio de Fábio Fernandes, escritor, tradutor e especialista no gênero de Ficção Científica;

A nova Holanda: novela do paranaense Sérgio Rubens Sossélla (1942-2003) composta por cem breves capítulos – fragmentada, como é característico em seus textos de prosa. Da mesma geração de autores como Leminski, Karam e Snege, Sossélla escolheu viver no interior do estado e longe dos holofotes, apesar de ter publicado mais de 200 obras, principalmente em edições artesanais, com reconhecida qualidade.

Plano de fuga: romance de Assionara Souza (Caicó, RN, 1969), autora dos contos de Amanhã. Com sorvete! (7Letras) e que adotou Curitiba como sua cidade;

– e Hedra, romance do poeta e músico Alexandre França (Curitiba, PR, 1982).

As obras

Ilustração  de Benett / Capa de Frede Tizzot

Ilustração de Benett / Capa de Frede Tizzot

Réquiem para Dóris, de Oneide Diedrich

Neste romance que marca a estreia do autor na literatura, lemos o percurso existencial de Dóris, de ordem inevitavelmente trágica. Em jogo está o aventurar-se do autor na exploração sensorial e sinestésica, através da confluência de tempos (presente e passado) e de morte e vida.

Manipulando conceitos da psicanálise e brincando com o ato da leitura (direta e por camadas), Oneide Diedrich equilibra a percepção poética da existência e elementos de ordem mundana numa história em que delírio e realidade caminham juntos.

 

Ilustração de Isabele Linhares / Capa de Frede Tizzot

Ilustração de Isabele Linhares / Capa de Frede Tizzot

Salvar os pássaros, de Luiz Felipe Leprevost

Uma voz que luta para tudo enunciar — a angústia da existência, a potência da arte, a ficção da realidade, o lirismo do mundo — em busca do inexprimível conduz os contos e ficções breves de Salvar os pássaros.

Os textos reunidos funcionam individualmente e em conjunto, conduzidos por uma narrativa pulsante que vai do lirismo à crueza, da paz à loucura. Híbrido de prosa e poesia, junto à ação dramática destacam-se em Salvar os pássaros as relações sensoriais que emergem dos textos e a voz do próprio leitor a construir a obra.

 

Ilustração Daniel Gonçalves / Projeto Gráfico Frede Tizzot

Ilustração Daniel Gonçalves / Projeto Gráfico Frede Tizzot

Pancrácio e outros, de Otavio Linhares

Pancrácio, livro de estreia de Otavio Linhares, é composto por uma novela e ficções curtas. A primeira parte apresenta um personagem-narrador do qual não sabemos nome ou idade, extremamente duro consigo mesmo e desgostoso com o mundo. Não apenas o fracasso com as mulheres é visível na sua fala, mas um esfacelamento maior — da existência, talvez. Sua verdadeira forma, porém, só é acessível ao leitor, que acompanha seus pensamentos caóticos, sem filtros, e que dita a estética da novela: uma prosa intensa e veloz, que dispensa vírgulas e explicações.

A pesquisa estética continua nos onze textos curtos, buscam na forma a solução para o que se quer expressar, e a expansão dos limites do texto literário. Desta maneira, o autor rejeita não só as convenções, mas escreve com o objetivo de expandir o que já foi feito.

Os autores

Oneide Luiz Diedrich, 38 anos, nasceu em Toledo (PR). Psicólogo com formação em psicanálise, também é vocalista e compositor da banda “Pelebrói Não Sei”. Seus textos publicados no jornal Cândido, nos cadernos Tulipas Negras e na revista Jandique. Réquiem para Dóris é seu livro de estreia.

Luiz Felipe Leprevost, 34 anos, nasceu em Curitiba (PR). Formado em Artes Cênicas pela CAL (Casa de artes de Laranjeiras – RJ), é escritor, poeta e dramaturgo. Publicou a novela E se contorce igual um dragãozinho ferido (2011), os contos de Barras antipânico e barrinha de cereal (2009) e os poemas de Ode mundana (2006), entre outros.

Otavio Linhares, 35 anos, nasceu em Curitiba (PR). Com formação em Filosofia, História e Artes Cênicas, é escritor e editor da Revista Jandique — Literatura Curitibana.

SERVIÇO

Lançamento do selo Encrenca e sessão de autógrafos com Luiz Felipe Leprevost e Otavio Linhares

Dia 20 de março, quinta-feira, às 19h
Local: Blooks Livraria (Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, 3º Piso – Consolação)
Contato: (11) 3259-2291

Informações para imprensa
Yasmin Taketani
yasmintaketani@gmail.com / (41) 9132-8224