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O Esculpidor de Nuvens no Valor Econômico

O aviso de uma inquietação criativa

Por Cadão Volpato | Para o Valor 04/09/2015
http://www.valor.com.br/cultura/4209632/o-aviso-de-uma-inquietacao-criativa


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Linhares: resultado final tem altos e baixos, mas livro não deve ser ignorado

É difícil achar o equilíbrio quando se tenta alcançar alguma coisa diferente num trabalho
artístico. O século passado foi um tempo de grandes invenções, mas as vanguardas parecem girar em torno do próprio eixo, alternando interesse e desinteresse conforme o ciclo. Hoje vivemos um tempo de esgotamento da invenção. Vivemos, aliás, um esgotamento geral.

Ainda assim, algumas cabeças inquietas tentam mover a roda de outra maneira. Na literatura, a narrativa de autoconfissão continua na moda – mas até quando? Ainda é possível inventar alguma coisa nesse terreno? É possível desafiar a hegemonia do romance lançando mão de formas breves? Os leitores se interessariam pelo assunto?

Jogando tudo isso para o lado, o escritor curitibano Otavio Linhares lança o seu segundo livro, uma coletânea inventiva de contos chamada “O Esculpidor de Nuvens” (pela autoexplicativa editora Encrenca – Literatura de Invenção). Como toda iniciativa fora da curva, o livro nem sempre é bem-sucedido. Tem a vantagem de ser curto, mesmo porque a pontuação do autor não quer saber de vírgulas e outras formalidades do gênero. Às vezes, a poesia também incomoda. Termos esquisitos como “bafo de origames” e achados desencontrados como “a memória é um chute no saco que dura a vida inteira” não ajudam muito. O conjunto, no entanto, tem vida. Nota-se que o escritor está tateando para descobrir um caminho próprio, e não há nada de errado nisso. Se atravessamos a invenção toda, às vezes ruidosa demais, conseguimos descobrir uma narrativa ali, ainda que barulhenta.

“O Esculpidor de Nuvens”, cujo título já é um convite a um lirismo um tanto precioso, reúne dois blocos de contos ou formas muito breves. É preciso que se diga: brevidade não é invenção. Curitiba, aliás, é um dos principais palcos do breve no Brasil, graças aos escritos cada vez mais curtos, incisivos e cruéis de Dalton Trevisan, que também se arrisca ao andar na corda bamba do lirismo. No caso de “O Esculpidor de Nuvens”, a primeira parte centrada numa voz infantil, e “O Cão Mentecapto”, a segunda, em que uma voz adulta vaga por Curitiba, lirismo e cinismo tentam chegar a um acordo. O resultado final tem altos e baixos, mas não deve ser ignorado. O eterno problema para quem trabalha com registros poéticos em prosa é aparar as arestas incessantemente, uma função muito mais próxima da poesia do que pode parecer numa primeira aproximação. É coisa de ourives, e a tendência é uma grande insatisfação.

Que o curitibano Otavio Linhares esteja trilhando por esse caminho é, no mínimo, o aviso de uma inquietação. Isso é bem melhor do que fingir-se de morto e tentar acertar no gosto médio de um suposto leitor que não existe, é invenção.

SERVIÇO
“O Esculpidor de Nuvens” Otavio Linhares Encrenca 112 págs., R$ 32,00 / BB+

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http://www.encrencaliteratura.com.br/loja-online

 

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resenha d’O ESCULPIDOR DE NUVENS – blog Sobretudo

Otavio Linhares esculpe nuvens enquanto tira o osso do cão mentecapto

por Luiz Claudio Oliveira / blog SOBRETUDO

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/sobretudo/otavio-linhares-esculpe-nuvens-enquanto-tira-o-osso-do-cao-mentecapto/


 

foto Henrique Thoms / projeto gráfico Frede Marés Tizzot

foto Henrique Thoms / projeto gráfico Frede Marés Tizzot

este texto não terá maiúsculas nem vírgulas. é assim que eu quero para mostrar como é parte da escritura de otavio linhares no livro o esculpidor de nuvens (curitiba. 2015 – encrenca literatura de invenção). sem vírgulas e maiúsculas. linhares embola a leitura assim como embola as características da linguagem prosaica com a poética. também embola os gêneros literários. o livro é dividido em duas partes. na primeira tem “o esculpidor de nuvens”. é uma voz mais infantil. não no texto ou na maneira de escrever. o que o personagem conta nos leva a crer nisso. o segundo é “o cão mentecapto”. com relatos de um voyeur urbano com problemas sexuais freudianos (quem não os têm?).

é um livro de contos. é um romance. é uma obra de poesia em prosa. é uma novela. são duas novelas. são dois romances curtos. são dois contos longos. são e não são. é e não é.

a literatura moderna vem brincando com esses limites. essas fronteiras de linguagem e gênero literário. é uma encrenca com a qual o leitor tem de saber lidar. literatura de ficção não é para explicar nada. nem dar discursos.

o livro trata de memória. de reflexões. de atitudes. de indagações. acertos e desacertos. trata do cotidiano passado. cotidiano presente. cotidiano inventado. sonhado. imaginado. o que é e o que poderia ter sido. ou não. é uma colagem de textos que montam uma paisagem literária própria que se descola da realidade. mas é uma realidade possível. que não precisa de explicações. epifania. é o que diz o texto de apresentação de roberto alvim.

livro teatral. porque linhares também é do teatro. sua escrita sabe como ser dita da boca pra fora. a literatura dele tem voz e fala. ao contrário da sua personagem primeira que diz: “quero conseguir falar. alguma coisa”. ele e a literatura dele conseguem. e é direto. fala na lata. persegue ensinamentos (ou desejos de escritura) que ele mesmo escreve em um dos textos. justamente aquele chamado de “o impossível”:

“comece do começo. não se perca em fábulas e vozes. e não se atreva a me labirintar entre corredores escuros e sombrios. não crie tabelas. não reverencie. não se emocione nem queira emocionar. não aumente as coisas querendo me dar dribles fantásticos e pulos duplos e triplos no ar. nem tente me tirar o foco. me conte só o que você viu. sem dar nomes, sem dar voz às coisas inanimadas. sem essa coisa de ver o invisível. pare com isso. vamos aqui. papo reto. pá pum!”.

perfil facebook

o autor também dá dribles. tira o foco. vê o invisível. o livro. as histórias que compõem o livro. a trama é várias (são? confuso? é!). é uma fuga e um reencontro. é imaginação real. o cotidiano que nos preenche. nos sufoca. nos escapa. porque não sabemos olhar. não sabemos contar. não sabemos.

“tô indo! queria que o cotidiano não nos estragasse tanto”. diz ele na página 75. “e começar mais um dia pode ser pior do que morrer”. completa em outro texto. na página 78. entre essas duas há ainda um outro texto. de uma só frase. chamado “a memória”. ele diz assim: “a memória é um chute no saco que dura a vida inteira”.

o livro. eu já disse isso aqui. é feito de pequenos textos. eles não têm uma sequência lógica. o leitor que monte o que quiser na sua cabeça. que complemente. que emende. que costure. que imagine. e há alguns textos que são totalmente descolados de tudo. imagino eu. há textos com dedicatória. há até poemas. como esse aqui assim:

o menino

apreendo palavras como quem tange o infinito.
o louco. o cego. o bailarino.

um menino.
que ainda sabe o gosto da chuva.
mesmo com o abismo sob seus pés.

nós. leitores. todos nós. temos de apreender. e deleitar. mesmo sobre o abismo. e isso o otavio linhares nos ensina. apreendemos enquanto nos equilibramos. mesmo que ele não queira ensinar nada. não é trabalho dele. o que ele quer? talvez. quer que a gente lembre o gosto da chuva. talvez. ele não sabe. não se pretende. mas pode ser um pedagogo literário. e como ele mesmo diz em um de seus textos. “e a pedagogia comendo solta. a pedagogia é uma mãe prostituta insana de açoite na mão.”


SERVIÇO

ENCRENCA – Literatura de Invenção
http://www.encrencaliteratura. com.br/loja-online
112 pgs
R$ 32,00

resenha d’O ESCULPIDOR DE NUVENS para a Gazeta do Povo

“O Esculpidor de Nuvens” marca pela densidade poética

Segundo livro de Otavio Linhares atravessa o passado para estabelecer uma linguagemmemorialista própria

31/07/2015 / 17h30 / Daniel Zanella Especial para a Gazeta do Povo

Texto publicado na edição impressa de 01 de agosto de 2015


foto de Olívia D'Agnoluzzo

foto de Olívia D’Agnoluzzo

Em “Nova Poética”, Manuel Bandeira apresenta um propósito: “Vou lançar a teoria do poeta sórdido./ Poeta sórdido:/ Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.” O ideário é plenamente adequado para localizar “O Esculpidor de Nuvens”, segundo livro do curitibano Otavio Linhares, uma descida ao chão escorregadio das memórias primeiras. “me conta a estória da tua adolescência. comece do começo. não se perca em fábulas e vozes. e não se atreva a me labirintar entre corredores escuros e sombrios. não crie tabelas.”

Linhares não é o primeiro, nem será o último a revisitar o passado – toda literatura é exercício de resgate. O que “O Esculpidor de Nuvens” promove de singularidade é uma carga lírica bem acima da média aliada a elementos da escuridão mais densa. Numa encruzilhada entre a dramaturgia de Samuel Beckett, visível principalmente nas elipses narrativas, e uma poética do cotidiano-chão, das palavras que se criam, se chocam e se condensam (como Manuel Bandeira fazia ao andar no interior dos sentidos), a obra se prevalece de um terreno onde nada é permanente, tudo está em trânsito, em constante significação. O resultado é provocante, raramente carregado – possíveis ecos do volume dramatúrgico inerente à obra de Linhares – e estruturalmente corajoso.

Não há compromisso com uma narrativa em si. A própria experiência de recontar literariamente o passado permite um jogo de labirintos e campos abertos, onde cada frase ou capítulo existe para gerar efeito e sentido por si. Ou nenhum dos dois, apenas para proporcionar uma ligação de palavras diferenciada, solo cativo da poesia: “comecei a beber eu tinha 13 anos. Aí eu fui numa festa bebi e entrei em coma alcoólico. parei de beber eu tinha 13 anos.” De uns tempos para cá, muito se tem dito sobre a autoficção, isso de reescrever a própria vida entre o real e o inventado. Em certo momento, por exemplo, Linhares refere-se ao seu personagem como Tavinho, possível vocativo familiar. Importa? Não. Se os autores usam a realidade – seja lá o que isso queira dizer –, para recriar, redizer ou mentir descaradamente, o que de fato vale, na contagem lúdica das bibliotecas, é a capacidade do narrador em produzir impacto, sensação, desmanche, sonho.Nisso de promover contrastes através da “sujidade” do passado, “O Esculpidor de Nuvens” é muito competente. Um livro nada comum.


SERVIÇO

Encrenca – Literatura de Invenção
http://encrencaliteratura.com.br/loja-online
112 páginas / R$ 32,00

LANÇAMENTOS ENCRENCA

A ENCRENCA está preparando dois lançamentos de autores curitibanos. Um para julho e o outro para agosto.

foto de HENRIQUE THOMS

foto de HENRIQUE THOMS

O ESCULPIDOR DE NUVENS, segundo livro do escritor Otavio Linhares, está marcado para o dia 25/07, às 15 hs, na Livraria Arte e Letra, em Curitiba.
O livro é dividido em duas partes. Uma, intitulada, O Esculpidor de Nuvens, traz narrações de uma voz infantil que desesperada em achar uma saída vê no silêncio e no diálogo com as coisas inanimadas uma fuga da violência domiciliar. A segunda parte, O Cão Mentecapto, é mais cínica e sarcástica, o que dá o tom tragicômico ao narrador que viaja pelas ruas de Curitiba flertando imageticamente com as pessoas e se perdendo em meio a pensamentos esquizos que transbordam da sua boca do silêncio, como ele mesmo irá nos contar.
A foto da capa é do fotógrafo Henrique Thoms e o projeto gráfico do livro ficou nas mãos do ilustrador Frede Marés Tizzot. A apresentação do livro é do diretor e dramaturgo Roberto Alvim.

ilustração, GUINSKI

ilustração de GUINSKI

A NOVA HOLANDA, com lançamento previsto para agosto, também na Livraria Arte & Letra, é uma novela inédita do escritor Sérgio Rubens Sossélla, falecido em novembro de 2003.
Da rara geração (MC Karam, Jamil Snege, Leminski, Wilson Bueno, Valêncio Xavier) dos grandes re-inventores da roda da literatura brasileira, Sossélla foi possivelmente o que se manteve mais afastado de qualquer tipo de holofote. Juiz de direito, escolheu viver longo período de sua vida no interior do estado, na cidade de Paranavaí, onde faleceu. Sossélla chegou a publicar mais de 300 livros, concebidos artesanalmente do conteúdo à capa e impressos em cerca de 10 a 30 exemplares, parte dos quais enviava a alguns poucos amigos.
A NOVA HOLANDA, novela composta por 100 capítulos, é uma obra de singular potência, construída com bases oníricas (sonho e pesadelo), memória e invenções de um universo sui generis, onde a imaginação é sem limites. Sossélla é um daqueles raros gigantes da literatura que, no século passado, escreveu para ser descoberto ao longo deste XXI, por sua vocação inescapável para a contemporaneidade. Fundamentalmente poéticos, os entrelaçamentos existenciais de suas obras inevitavelmente colocam em jogo este lugar estranho onde fomos condenados a viver. Como escreveu o próprio autor: “escrevi este livro para não morrer”.
A ilustração da capa é do artista plástico e programador visual Luiz Antônio GUINSKI e o projeto gráfico do livro é do ilustrador Frede Marés Tizzot.

mais informações:
ENCRENCA – Literatura de Invenção
encrencaliteratura@gmail.com

Festival NO QUINTAL

no quintal

Nos dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo, das 12 as 20 hs, a ENCRENCA vai participar do Festival NO QUINTAL, organizado pela Livraria Arte & Letra, que reunirá autores, editoras, ilustradores, música, cinema e gastronomia.

Todos os livros da ENCRENCA estarão à venda com 50% de desconto!

 

Serviço

Festival NO QUINTAL
Livraria Arte & Letra
Al. Pres. Taunay, 130 Batel
Dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo
Das 12 as 20 hs

Três perguntas para Ottavio Lourenço

capa de Frede Tizzot

capa de Frede Tizzot

Confira abaixo a rápida entrevista que a jornalista Simone Magno fez com o autor Ottavio Lourenço para a CBN.

O curitibano Ottavio Lourenço está lançando Contos de outros cantos (Encrenca), com histórias inspiradas em filmes de Alfred Hitchcock, mas ambientadas na capital paranaense. Além de escritor, ele é vocalista da banda metal/hardcore Choke.

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SM – Por que um livro de contos inspirados em filmes de Hitchcock? 

OL – Eu sou fã e apreciador do trabalho do A. Hitchcock, de modo consciente (risos) desde minha adolescência, e muitos filmes em diversos e diferentes períodos estiveram presentes em minha vida nos momentos de criação, ou simplesmente observação e entretenimento cinematográfico. Porém, nos últimos cinco anos estive mais próximo das obras do Hitch, e toda a influência perceptível do expressionismo alemão, dos elementos psicológicos e filosóficos presentes em seus filmes me despertou o interesse em fazer o caminho inverso que o mestre do suspense fez quando da adaptação de vários livros para o cinema.

SM – Curitiba é fundamental para sua literatura? 

OL – Em certa medida sim, é um local que é uma referência para mim, e refiro-me não somente a uma questão geográfica… Mas, aos costumes, e a identidade multicultural presente em Curitiba. Simultaneamente, quando escrevi sobre determinados locais e situações que se passam por aqui, penso que os leitores também identificam-se e transmitem isso para o seu local ou cidade.

 SM – De que forma a música e a filosofia se misturam com o que você escreve?

OL – Estão presentes! E são elementos indispensáveis em minha escrita. Da música vejo que tenho a influência principalmente no ritmo e densidade; algo que considero muito evidente em um texto que tenha a pretensão de tocar a pessoa interessada em lê-lo. E a filosofia está caracterizada nos personagens e ambientes, elemento que é principal para consistência e profundidade em que escrevo.

O livro pode ser encontrado em todas as livrarias e em nossa loja online:
http://www.encrencaliteratura.com.br/loja-online

CONTOS DE OUTROS CANTOS

Escritor curitibano lança livro de contos inspirados em filmes de Hitchcock

por Rafael Waltrick, para a Gazeta do Povo

capa de Frede Tizzot

capa de Frede Tizzot

Que o diretor Alfred Hitchcock inspirou uma legião de outros cineastas, todo mundo já está careca de saber. O interessante é perceber como a obra do “mestre do suspense” continua relevante e presente em outras mídias décadas depois de sua morte, influenciando novos autores fora da telona.

Uma empreitada recente nesta linha está sendo tocada pelo escritor curitibano Ottavio Lourenço, que lança nesta semana na cidade o livro Contos de Outros Cantos – uma coleção de histórias baseadas inteiramente em filmes de Hitchcock, que se passam, por sua vez, em Curitiba. Entre os filmes que serviram de inspiração para os contos estão Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), A Dama Oculta (The Lady Vanishes, 1938), Marnie, Confissões de uma Ladra (Marnie, 1964), Os Pássaros (The Birds, 1963) e Psicose (Psycho, 1960).

O Ottavio, que se denomina “músico de profissão e filósofo de formação”, tem 36 anos e é vocalista da banda de metal/hardcore Choke. Seu primeiro livro, Sombrio e Tropical, foi publicado ano passado. Ele se diz fã de longa data de Hitchcock, acompanhando desde os 14 anos os trabalhos e a carreira do diretor.

A mistura entre os universos “hitchcockiano” e curitibano é, no mínimo, curiosa. Tive a oportunidade de ler alguns contos do livro, que diferem bastante entre si em termos de estilo e proposta. Há textos mais enxutos e com teor mais filosófico e abstrato, onde as referências não são tão claras. E há outros em que personagens e situações vistas nos filmes de Hitch são transpostas de maneira literal para as páginas, numa fusão inusitada com costumes e locais típicos de Curitiba – os meus preferidos, de longe. Atenção para o conto Janela Indiscreta, que bebe da fonte do filme homônimo, em que os cidadãos curitibanos se veem às voltas com um maníaco assassino em pleno feriado de 7 de Setembro.

O livro tem 116 páginas e 11 contos. Nas últimas páginas, para os mais perdidos, há uma breve filmografia com a sinopse dos filmes que, de alguma maneira, foram citados ou serviram de base para os contos. A tiragem inicial é de 500 exemplares e os livros serão vendidos por R$ 28.

O livro está à venda na nossa loja online com frete grátis pra todo Brasil:
http://encrencaliteratura.com.br/loja-online

Mais informações:
Otavio Linhares
Editor Encrenca
encrencaliteratura@gmail.com